Já não tocam mais a sineta as mãos que abriam os trabalhos do Dia de Santa Cruz. O Terno de Congo de Santa Bárbara e São Gerônimo perdeu, neste sábado, 21 de março, aos 68 anos, sua bandeireira de tantos anos. Divina Aparecido Peregrino, a Mãe Divina, abriu seu derradeiro caminho, com a certeza de que sua presença de fé, sua devoção à tradição do Congado e seu legado de pura alegria e acolhimento seguem firmes nos corações dos devotos de São Benedito.
A secretaria de Cultura de Poços emitiu comunicado em que lamenta profundamente o falecimento de Mãe Divina, do Terreiro de Santa Bárbara e São Gerônimo e se solidariza à família, aos amigos e a todos os Congadeiros de Poços de Caldas neste momento de dor e consternação.
Mãe Divina havia completado 68 anos de idade no último dia 6 de março. Nascida em 1958, desde menina tinha o sonho de entrar para a Congada. Filha de Santo de Mãe Orlanda da Conceição, é ícone das manifestações da cultura tradicional na cidade. “Nunca vou largar de São Benedito. Vou sempre procurar a Congada. Enquanto eu tiver perna, eu quero dançar, em gratidão a São Benedito e a todos os meus irmãos de Congo”. A fala potente, para o documentário “São Benedito de Poços de Caldas”, resume a devoção de Mãe Divina.
Além de sua presença marcante no Terno de Congo de Santa Bárbara e São Gerônimo e nas celebrações que integram a centenária Festa de São Benedito, atuou como agente cultural em diversos projetos e iniciativas como Semeando nossa Cultura e Festival da Cultura Popular de Poços de Caldas, tendo produzido o documentário “Eu sou mulher de amor e fé” do Edital de Economia Criativa da Secretaria Municipal de Cultura e participado do documentário “Firmamento”.
Mãe Divina faleceu em decorrência de atropelamento, ocorrido no dia 18 de março.



