A Santa Casa de Poços de Caldas implantou programas de residência médica em diferentes especialidades, o que amplia o atendimento à população e evita o represamento de atendimentos. Um ponto essencial é que o residente já é médico, formado após seis anos de graduação, e que, ao ingressar na residência, passa a se especializar em uma área específica da medicina.
Segundo o coordenador da Coreme (Comissão de Residência Médica), Dr. Tobias Engel Botrel, essa troca é de grande importância tanto para a instituição quanto para os próprios residentes:
“O residente é um médico formado que faz especialização em uma área que pretende atuar, a formação possui uma parte teórica e uma parte prática. Para o hospital, o residente é mais um médico que está trabalhando e ajudando a população. Então, todo mundo ganha, tanto o residente quanto a instituição. E, no final, quem mais ganha é a própria comunidade, porque acaba tendo mais agilidade no atendimento”.
Dr. Tobias ainda reforça que o residente nunca atua sozinho: “É importante frisar que durante todo o atendimento, enquanto tem residente no hospital, o médico especialista também está do lado dele. O residente já é médico, mas não toma nenhuma conduta sem a orientação do especialista”.
Dedicação e capacitação
Para ingressar em um programa de residência, os médicos prestam uma prova, concorrendo a vagas bastante disputadas. É o caso da médica Marina Fonseca Ribeiro, residente de cirurgia geral no 3º ano. “Os residentes são médicos. Então, a gente presta uma nova prova para se especializar. No meu caso, fiz a prova para cirurgia geral e, ao todo, serão três anos de especialização, e termino no final deste ano. Na residência nos dedicamos muito, passamos grande parte do nosso tempo no hospital nos dedicando aos pacientes. Mas a gente vê que vale a pena, pois saímos muito melhores do que entramos, muito mais capacitados”.
Formação em um hospital de alta complexidade
Outro aspecto essencial é que o residente precisa de uma instituição que ofereça casos complexos e com grande volume de atendimentos para que sua formação seja completa. Para a médica Lara Oliveira Otoni de Paula, residente do 3º ano em ginecologia e obstetrícia, a Santa Casa é o local ideal. “Ginecologia e obstetrícia eu amo demais, sempre foi o que eu quis fazer. Sou de Caldas, aqui pertinho, e em Poços encontrei a estrutura que precisava. A Santa Casa é muito boa, com bastante demanda e referência em gestações de alto risco, o que é essencial para a gente poder aprimorar. Para mim está sendo perfeito. O pessoal aqui é muito acolhedor, meus preceptores são muito legais, tratam a gente como colega mesmo, nos escutam e temos espaço para discutirmos todos os casos. Sem dúvidas, vou sair daqui preparada”.



