Projeto Nia – Coral Negro inicia atividades na Associação Maria Cinderela

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Projeto Nia – Coral Negro inicia atividades na Associação Maria Cinderela

A Associação Maria Cinderela recebeu na quinta-feira, 9 de julho, o início das atividades do Nia – Coral Negro, projeto idealizado pelo produtor cultural e coreógrafo Marcelo Oliveira e desenvolvido em parceria com a cantora e professora de canto Larissa Volpi.

Voltado para adolescentes e mulheres atendidas pela instituição no período noturno, o projeto propõe a formação de um coral cênico inspirado na riqueza da música brasileira de matriz africana, aberto à participação de pessoas de diferentes origens e trajetórias. Sua identidade artístico-musical é construída a partir de um repertório que valoriza grandes nomes da música negra brasileira, aliado à expressão corporal e à dança como elementos centrais de sua linguagem cênica.

O nome Nia tem origem na língua suaíli e significa “propósito” ou “intenção”, conceito que orienta a proposta do projeto. Ao interpretar canções de artistas que marcaram a história da música negra brasileira e dialogar com diferentes heranças culturais presentes na formação do Brasil, o coral busca valorizar esse patrimônio cultural, evidenciar as contribuições da população negra para a construção da música brasileira e estimular novas possibilidades de criação artística.

Marcelo Oliveira destaca que o projeto nasce com o objetivo de ampliar o acesso às artes e fortalecer referências culturais negras dentro da comunidade. “O Nia é um espaço de encontro, aprendizado e construção coletiva. Queremos que cada participante reconheça a potência da música como parte da nossa história e da nossa identidade cultural. A presença da dança e da expressão corporal amplia essa experiência, transformando o coral em um espaço vivo de criação e celebração da cultura”, afirma.

A direção artística do projeto é compartilhada entre Marcelo Oliveira e Larissa Volpi, unindo suas experiências nas áreas da dança, da música e da formação artística. Larissa também é responsável pela preparação vocal das participantes, enquanto Marcelo conduz o desenvolvimento da linguagem corporal e cênica. A proposta integra voz, corpo e movimento em apresentações que dialogam com diferentes manifestações da cultura brasileira, oferecendo uma experiência artística que ultrapassa o formato tradicional dos corais e aproxima o público de uma linguagem cênica contemporânea.

Além do desenvolvimento artístico, o projeto busca promover o empoderamento através da expressão, fortalecer vínculos comunitários e valorizar a diversidade cultural presente no bairro São José, região onde as atividades são desenvolvidas. A proposta reúne participantes com diferentes histórias e vivências, reforçando seu caráter coletivo, inclusivo e representativo.

Com o início das atividades, o Nia – Coral Negro passa a integrar as oficinas artísticas realizadas na Associação Maria Cinderela.

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