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Servidores recusam proposta de reajuste de 4,26% da Prefeitura

Em reuião realizada nesta quinta-feira, 26, no Espaço Cultural da Urca, os servidores municipais se sentiram desvalorizados e não aceitaram proposta de 4,26% de reajuste salarial apresentada pela Prefeitura. A contraproposta apresentada pela categoria nesta segunda assembleia de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho foi de 10%.

O percentual ofertado pelo Executivo corresponde apenas à reposição da inflação do
período, sem ganho real. Para os servidores, o índice não representa valorização efetiva da
categoria. No vale-alimentação, a Administração propôs reajuste de 5,13%, passando de R$ 780 para R$ 820. A proposta foi considerada insuficiente pela categoria, que deliberou pela contraproposta de R$ 1.200.

Para os servidores do DMAE, não houve qualquer alteração na proposta apresentada pela
Prefeitura: mantém-se o reajuste já previsto, sem avanço adicional, e o vale-refeição diário
permanece em R$ 45, sem reajuste. Em assembleia, os servidores não aprovaram a
manutenção do valor e aprovaram como contraproposta o reajuste do vale-refeição para R$
90 por dia trabalhado, a ser levado à próxima rodada de negociação.

Em relação à licença-paternidade, a Prefeitura propôs ampliação de 10 para 15 dias. A
categoria considerou o prazo insuficiente e deliberou pela contraproposta de 45 dias.
Também foi apresentada ampliação do atestado de acompanhamento, com inclusão de
cônjuge, companheiro (a) e irmãos, em casos de internação e procedimentos médicos em
que o especialista indique a necessidade de acompanhamento, limitado a 90 dias por ano.
Atualmente, o direito é restrito a pais e filhos. Os servidores solicitaram a reabertura da
negociação para retomar a proposta original do Sindicato, que prevê extensão a parentes
de até 3º grau.

Entre os pontos aceitos pela Administração está a garantia de que o Sindicato passe a ter
direito a voto nas comissões de progressão de todas as categorias, ampliando a
participação que antes ocorria apenas com direito a voz.

Por outro lado, a Prefeitura propôs a liberação de apenas um servidor para atuação sindical,
restrita ao presidente. O Sindserv considera a medida uma tentativa de desmonte da
estrutura sindical, representando um grave retrocesso na organização coletiva da categoria.

No entendimento do Sindicato, a redução da liberação compromete o funcionamento da entidade, dificulta o acompanhamento das demandas dos servidores e fragiliza a defesa dos direitos conquistados ao longo dos anos. Para o Sindicato, a medida não dialoga com o princípio democrático de fortalecimento da representação dos trabalhadores.

A próxima reunião entre Sindicato e Administração está agendada para esta segunda-feira 2, quando as contrapropostas aprovadas em assembleia serão formalmente apresentadas ao Executivo. “A categoria deu um recado claro: não aceita apenas reposição inflacionária. Os servidores querem valorização real, dentro da capacidade financeira do Município, como demonstram os estudos técnicos. As decisões são coletivas e refletem a vontade da base. Na próxima reunião, levaremos as contrapropostas aprovadas em assembleia e seguiremos
defendendo os direitos e a dignidade dos servidores.”

O Sindserv reforça que a negociação entra agora em fase decisiva e que a unidade da
categoria será fundamental para garantir avanços concretos no ACT 2026/2027

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